terça-feira, 1 de setembro de 2026

A dor da saudade... quem é que não tem!


A dor da saudade e a ilusão de ganhar o mundo

​A gente passa a vida inteira acreditando que vencer significa ir longe, conquistar espaço, “ganhar o mundo”. A gente arruma as malas, se despede, abraça a estrada e segue em frente na busca de um futuro melhor. Mas o tempo passa e traz uma verdade dura: o mundo é grande demais, e o peito, às vezes, fica pequeno para tanta ausência.

​É aí que a saudade bate. E ela dói de vários jeitos.

​Dói na falta dos meus pais, que já se foram para o plano de cima e deixaram um vazio que nenhum lugar no mundo consegue preencher. Dói também nos meus filhos — esses estão vivos, graças a Deus, mas a distância física faz cada quilômetro parecer uma eternidade.

​A saudade não escolhe só as coisas perfeitas. Sinto falta da minha cidadezinha, do cheiro da terra, da rotina simples. Sinto falta dos meus irmãos e até dos amigos: dos bons, que deixaram lembranças ternas, e dos ruins, que ao menos faziam parte daquela vida real e pé no chão.

​Olhando para trás, percebo que ganhar o mundo foi, em grande parte, uma ilusão. A gente acha que a felicidade está lá na frente, no topo, em terras distantes, mas descobre que ela ficou lá atrás, nas coisas simples que deixamos para caminhar.

​Se eu pudesse escolher agora, sem pensar duas vezes, trocaria qualquer conquista distante para estar de volta na minha quebrada. Porque o mundo pode ser vasto e cheio de promessas, mas o nosso lugar de verdade é onde o nosso coração descansa.